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2011/04/07

Faminta

Era a terceira vez na semana a qual não havia terminado ainda. O sonho a perseguia, não importava a cama na qual dormisse. Mesmo se não o fizesse a imagem continuava em sua mente: um par de olhos castanhos cor de caramelo, a boca inchada cheia de desejo, procurando o que sentia na boca próxima. Inspiração e expiração dificultadas pela falta de fôlego que o exercício proporcionava. Shakespeare era muito sábio ao dizer que todas as noites são de sonho, mas mais ainda ao constatar os sonhados acordados. E às vezes o que era real parecia sonho, de tamanho o desejo transbordando. Não era apenas carnal. era canibal e talvez até anti-constitucional. A boca de desejos achou o que procurava.




Pulp Girl

2 comentários:

Marshmallows disse...

Muito bom!

Lillies disse...

safadenha :9

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