
O barulho das rodas da carruagem refletia sobre as pedras daquele vilarejo sombrio.
Estava frio,a lua era gigantesca em meio a um céu limpo e sem estrelas.A carruagem negra para em frente ao Cabarett da cidade.
O cocheiro abre a porta para o rapaz cheio de juventude.Seus vinte anos de idade lhe faziam muito bem.
Entra.
Retira sua cartola e para para analisar o lugar.Não era exatamente o que procurava,pois desejava algo mais,mas iria servir.
Uma música animada tocava ao fundo,com as dançarinas balançando suas saias freneticamene para chamar a maior atenção possível, dos cavalheiros recém chegados.
O local não estava muito lotado,mas era suficiente para manter todas as vinte dançarinas ocupadas pelo resto da noite.
O rapaz senta-se ao canto do salão,como gostava de fazer para manter a discrição,já que sua pele branca reluzia contra a luz, e seus olhos azuis eram capazes de fazer qualquer pessoa perder a atenção,nem que fosse por um segundo.
O garçom vem servi-lhe o melhor uísque quinze anos.Depois de beber duas doses,ele se levanta, cansado da gritaria estérica das dançarinas que agradavam os homens na mesa ao lado.
Vai até os fundos do bar,que era encoberto por várias camadas de cortina de cetim vermelha.
Gostava de vermelho.
Lembrava-lhe sangue.
Mas algo atraiu sua atenção de uma forma maior do que as cortinas de cetim.
Ela era linda.
Sua pele era tão branca quanto a dele,os olhos pareciam duas esmeraldas que cintilavam com a maior magnitude que ele já vira na vida.
Terminava de se maquiar,trajava um vestido branco,bem diferente das demais.Não era tão decotado como os das outras,mas era extremamente sensual,justo,com uma abertura na linha da sua coxa até os pés.
Ela parou para olhar para ele,e em seguida,desviou os olhos e não disse nada.
Ele também não disse nada, mas não tirava os olhos diante de tamanha beleza.
Ele se aproximou.Ficou atrás dela,fitando-a.
Por fim,ela quebrou o silêncio:
-O que deseja?-Sua voz era delicada e com uma sonoridade impecável.
Ele abriu um sorriso malicioso,e muito gentil ao mesmo tempo:
-Eu trato muito bem as damas que conheço,você é realmente encantadora,gostaria de me fazer companhia esta noite?
-Não faço esse tipo de trabalho.-Ela disse sem olhar para ele novamente,séria.
-Assim você está sendo indelicada.Não estou pedindo-lhe para fazer o que suas colegas fazem na sala ao lado.
Ela seu uma risada baixa
-Qual é a graça?
Ela se levanda e se aproxima o suficiente para sussurar em seu ouvido:
-Venha.
Puxa-o pela mão e vão para a sala ao lado,onde havia uma cama espaçosa.
Ele começa despi-la puxando os cordões das costas do seu vestido,enquando entram em um beijo ardente.
Enquanto beija-a desce sua boca ao pescoço macio da garota.De repente para.
-Isso vai ser divertido.-Os olhos dele se injetaram de sangue,e pela sua boca entre aberta,notava-se seus dentes mais pontiagudos próximos a veia pulsante da jovem.-Ele pensou que ela desmaiaria de medo ou que gritasse,mas tudo parou.
Seus olhos verdes também ficaram injetados por sangue,e sua boca vermelha se contorceu.
-Sim,vai ser divertido.
Na manhã seguinte,uma aglomeração de pessoas se encontrava na frente do cabarett,que estava cercado pela polícia local.
Um andarilho que passava entre a multidão,cutuca o jovem que estava acopanhado pela garota angelical.
-Com licença caro rapaz,pode me dizer o que aconteceu aqui?
-Aparentemente houve um brutal assassinato neste local na noite passada.Todos que frequentavam o salão,morreram estraçalhados meu senhor.
-Por Deus! Mas quem poderia fazer algo do gênero?
-É isto que a polícia está tentando descobrir-Disse agarota gentilmente.
Mas algo fez o velho termer da cabeça aos pés ao notar a estranha perfeição do casal.
Com medo,vagarosamente se afasta e vai em direção ao centro da cidade.
As ruas pareciam cada vez mais desertas e o medo continuava a persegui-lo,sua respiração aumentava a cada passada,e então viu-se em uma rua sem saída.
Ele estava virado de costas para o início da rua tateando a parede fria.
Em um movimento se vira, e vê a gentil garota muito próxima de seu rosto,sorrindo maliciosamente,enquanto seu amado segura os ombros do andarilho.
O jovem, diz ao pé do ouvido do homem que parecia uma estátua:
-Pois bem,agora o senhor vai ter as respostas que tanto almeja.
O por-do-sol começava a rasgar, igualmente a pele de seu pescoço.
lillies
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