
Ela pensava incessantemente,andando de um lado para outro,quase desgastando a sola do sapato:
"Acho que estou com arritmia cardíaca."
"Não,não estou doente."
"Minha saúde está perfeita.Então qual é o problema?"
"Uma única palavra em forma interrogativa ronda a minha cabeça sem parar:Será!?"
"Dormi pessimamente esta noite.Mas não foi porque tive pesadelos ou algo do gênero."
"Digamos que algo está começando a tirar meu sono..."
"AH,droga!"
"Não,não!Isso não pode acontecer!"
"Ou será que pode?"
"Parece ser tão perfeito,tudo que eu pedi durante um período da minha vida.Eu só não quero sofrer novamente...eu já sofri tanto..."
"Mas tem algo que paira nesse ar que metabolizo,que me deixa intrigada."
"Eu SINTO, que não vou sofrer."
"Ele não seria capaz disso."
"Então por que esse medo tolo sua covarde?!"
"Não sou covarde!"
"Então pare e pense!"
A menina em seguida tira os sapatos,e com tudo,se atira sobre a cama.
"Não consigo pegar no sono,que inferno!"
"Por quê não nasci homem? Seria tão mais fácil"
"Sofreria do mesmo jeito sua tonta!"
"Vou parar de discutir com você.Já basta"
Na manhã seguinte,a garota de calelos loiros compridos,decide ir até a praia.
O cheiro da salinidade limpava sua alma.O vento acariciava seu rosto,como o carinho de uma mãe por uma filha.
Uma lágrima solitária,cai pelo seu rosto de porcelana.
Ela estava solitária.Não digo pelo fato da praia estar literalmente deserta.Não podia contar com niguém,nem com seus pais ou com suas melhores amigas.
"Dane-se"
Estava relativamente frio,em um dia inicial de outono,mas ela não se importava.Tirou a calça Jeans e o suéter verde,e pulou no mar grosso.
Tarde demais.A água estava congelante.Sentiu seu corpo enrigecer.
"Então..."
"A morte é assim afinal?Rápida?"
A água gelada,que de início era transparente,escureceu,e depois disso ela não viu absolutamente mais nada.
Parecia ter passado um bom tempo naquele estado.
Mas abriu os olhos e em seguida,tirou toda a água que estava em seu pulmão.
Seu queixo batia freneticamente,parecia que a qualquer momento iria quebrar.
Sentiu que estava recebendo uma pequena quantidade de calor e em seguida,um aperto suave contra seu corpo gélido.
Um toque suave veio à sua testa.
"Quem será!?A morte não deve ser tão gentil a ponto de me carregar no colo.E muito menos quente."
Aos poucos,ela conseguiu erguer a cabeça.
E lá estavam o par de olhos azuis,que nem um Deus poderia possuir,tiravam seu sono,e que iriam aqueçe-la todos os dias...
Pelo menos até ela ficar fria novamente.
4 comentários:
tirando casquinha do salva-vidas poeticamente hã ^.^
Não era um salva vidas...bom, não tecnicamente...
era o amor da vida dela!
uahuaha
eu sei baby, mas esses sempre foram meus planos para conseguir um salva-vidas XD
mas agora estou me sentindo culpada
uahuashuahua por que culpada baby?
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