2011/03/26
Bichos Papões
2011/03/11
"No more Rachel" ou Bipolaridade Tripartida
Escrever não é uma escolha. Até essas palavras esquizofrênicas, bagunçadas têm um objetivo. Quando eu não escrevo, sinto como se fosse perder a lembrança daquela momento em que não deixei minha impressão sobre o mundo. As palavras me fazem sentir o mesmo vento no cabelo do final do outono de 2007. O passeio no verão de 1994 (que foi remetido graças ao balanço no verão de 2002). Está tudo diluido por aí, quando releio tudo vou apenas juntando as peças. Talvez um dia eu ponha um vidro sobre elas e exponha. Talvez um dia.
2011/03/07
Para além da segunda lua
Gostaria de pensar, se existe ou não, um refúgio desse mundo para o outro.Se existisse uma porta, a qual pudéssemos abrir, e, de repente um clarão imenso surgisse,e eu sentiria a grama úmida sob meus pés e o vento afagando meu rosto delicadamente.
Mas parece que falta alguma coisa...
Seguro a barra do meu longo vestido branco de seda, caminho em direção ao topo da colina tão verde,e finalmente, encontrei o que tanto procurava.
Lá estavam elas, as duas luas brancas.De tamanhos tão distintos,como se diferisse um pequeno ratinho de um elefante.
Eu precisava provar que havia conseguido chegar à aquele lugar.
Mas como?
Havia recebido tantas críticas negativas,sobre o que eu deveria ter feito ou escolhido em minha vida, que acabei não fazendo nada do que gostava,graças a maldita opinião alheia.
E agora eu tinha a oportunidade de levar algo daquele lugar celestial,para provar que fiz algo além, que um simples humano poderia fazer.
Mas o que eu poderia levar dali?
Não havia mais nada,além da colina das duas luas brancas.
Caminhei em direção a primeira lua, e enquanto isso, o silêncio me fazia companhia.
Quando fiquei à frente da grande lua, estiquei meus dedos para tocá-la,mas algo me repeliu.
Fiquei inerte durante um tempo, pensando o por que, disso ter acontecido.
Um sorriso surge no canto de meus lábios.Como eu não havia pensado nisso antes?
Eu não poderia levar uma coisa tão grande deste lugar para o meu mundo.
Dei meia volta e segui para a segunda lua.
Ela era tão pequena,e parecia tão frágil ao mesmo tempo...estiquei meus dedos e consegui pegar pequena bolinha em minhas mãos.
Ela era resistente,feita de um material mais duro que pedra.Flutuva em minhas mãos igual a uma pluma, enquanto eu caminhava em direção a porta que havia me levado para aquele lugar.
Girei a maçaneta,e depois disso não vi mais nada.Tudo se empreteceu.
Coloquei a mão em minha testa, pingava de tanto suor,e senti as cobertas enroladas em meu corpo que estava extasiado.
Teria sido somente um sonho afinal?
Uma sensação de fragilidade me veio à tona.Eu estava tão perto de trazer aquela lua para este mundo.
Olhei no relógio e eram três horas da manhã.Levantei da cama, bebi um copo d'água e fui em direção varanda.
A noite estava perfeita.Não tinha vento, o céu estava muito limpo, a lua estava enorme e muito branca.
Uma lágrima caiu pelo meu rosto,pensando em todo a tristeza que pairava sobre a minha vida.Eu só queria provar que era diferente de todos os outros simples humanos, que eu tinha algum poder dentro de mim,pois para trazer aquela pequena lua,teria de ter algo muito especial em meu coração e na minha alma. A lágrima caiu sobre minha mão direita,que estava apoiada na mureta da varanda.
Um brilho incandescente surgiu na palma de minha mão,virei minha palma para cima, e ali estava ela...
Pequena e frágil,como na colina onde eu estive.
Corri para dentro de casa e aflita chamei minha mãe.Eu precisava mostrar o que tinha de tão especial em mim.
Minha mãe acordou assustada com a minha aflição:
-O que foi minha filha?
-Veja o que tenho em minhas mãos, mãe!Uma pequena lua!-Ela olhou fixamente para as minhas mãos, e franziu a sobrancelha:
-Minha filha, volte a dormir...você está sonhando.-Deitou a cabeça em seu travesseiro e não disse mais nada.
Mas será que ela estava cega???
Uma lua flutuava em minhas mãos e ela me disse para voltar a dormir?
Voltei em direção a varanda e fiquei estática.
Uma figura estava sentada no balanço da varanda.
Era um homem absurdamente bonito,loiro e alto,vestido com roupas brancas.
Seria um anjo?Ou a morte querendo me levar?
O homem volitou até mim, retirou a lua de minhas mãos e transferiu-a para dentro de meu coração.
Senti um alívio absurdo em meu interior.
Ele sorriu e disse ao pé do meu ouvido:
-Você é diferente, de uma forma que os outros, não terão a capacidade de lhe compreender.
-Isto significa que não sou humana?
-Significa que você é igual a mim.
-E o que você é?-Fiquei perplexa,não entendia o que estava acontecendo.
O homem perfeito me beijou no rosto e em seguida, desapareceu.
Não consegui dormir novamente,fiquei sentada no balanço,vagando em pensamentos.
Pela manhã,fui a padaria,escolhi o pão e fui pagar no caixa.Abri minha carteira, e como sempre,desastrada, derubei moedas no chão.Baixei para pegá-las e vejo outra pessoa me ajudando a catá-las no chão.
-Isso sempre acontece comigo.-Eu disse sem olhar para a pessoa.
-Comigo também,você nem imagina-Fiquei estática,ao escutar aquela voz(eu só poderia estar ficando louca)e levantei a cabeça para olhar.Ali estava ele, o homem que colocou a lua em meu coração.
-Você está bem?-Ele me perguntou.
-Já nos conhecemos?
-Acho que não.-Ele me olhou intrigado -Por quê?
-Você não me é estranho - Balancei a cabeça e sorri.
-Cheguei ontem na cidade, não conheço ninguém ainda,mas você também não me é estranha.
Caminhamos em direção a rua, sem dizer uma plavra depois disso.
Estava perplexa e corada também.
E um movimento brusco ele segurou meus ombros e me olhou assustado.
-O...o..o que houve?-Perguntei nervosa.
E nesse momento fiquei sem fala,aquele brilho da pequena lua, estava em seu coração também...
-Que brilho é esse dentro de você?-Ele me questionou
-É...é..o mesmo que tem dentro de você...-Disse eu entre lábios.
Bem, entenda como quiser.
Lillies
2011/03/04
Confettis Vernales
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| Balões não são confetes pois não são feitos de açúcar nem de papel. |
Como me tornei uma "Wolverina", por assim dizer.
Cheguei em casa achando que nada daquilo passava de um sonho estúpido, inclusive a parte da perna quebrada. Como eu estava errada.
Recebi uma mensagem de texto do meu ex-namorado me convidando pra festa de noivado dele com a minha ex-melhor amiga. Não precisarei descrever a raiva que tomou conta de mim. Mas maior foi a surpresa de ver que simplesmente três garras de metal, que por algum motivo não explicável eu sabia que se chamava adamantium, rasgavam a pele entre os ossos dos meus dedos sem fazer barulho ou causar dor. Fiquei admirando aquelas "garras" durante alguns minutos, até ouvir um murro na minha porta quase quebrando-a no meio...Acordei na fila do hospital com um baque ensurdecedor de uma senhora com seus 50 anos caindo no chão, com a minha perna ainda quebrada e meus quadrinhos do X-Men para me fazer companhia.
Pulp Girl (f)
Cartas a Estranhos
Eu não só te disse isso como também acreditei no que você falou, mas, e agora, será que tudo isso pelo menos algum dia foi verdadeiro??
Muitíssimo obrigada por ser mais um merda na minha vida. (:
Pulp Girl (f)
Hello Strange (:
Vim aqui me apresentar pois a partir de hoje estarei postando nesse blog junto com a Lillies e com a Marshmallows.
Pra começar ficarei conhecida como the Pulp Girl (a garota de celulose) pelas minhas postagens. Eu sei que esse post é super didático, mas é necessário agora nesta ocasião. Espero que gostem do que escreverei, que é, basicamente, o que sai da minha cabeça na hora ou um pouco antes.
xoxo
Pulp Girl (f)



