Sabe como é, eu entrei num táxi mancando e pedi pra ele me levar ao hospital, achei que tinha quebrado a perna, tudo normal até chegar lá. Paguei o taxista e quando entrei no hospital estava tudo vazio, aparentemente já haviam atendido todas as urgências. O enfermeiro me levou para a sala de raio X numa cadeira de rodas para poupar a minha perna. Me colocaram na sala e depois de todo o processo me levaram a outra sala para reposicionar a perna corretamente. O único problema é que logo que deitei na maca o médico apertou um botão para descer um número absurdo de agulhas (não me pergunte de onde o governo tirou dinheiro para tantas agulhas se, tecnicamente, não tem dinheiro nem para melhorar o atendimento nos hospitais) na minha direção, aí, tarde demais, descobri que estava totalmente presa à maca. Foi como se milhares de vespas me aferroassem ao mesmo tempo e por um segundo a dor parou e tudo tinha acabado, mas eu não estava mais na sala. Estava agora de volta ao táxi e aparentemente nada havia mudado.
Cheguei em casa achando que nada daquilo passava de um sonho estúpido, inclusive a parte da perna quebrada. Como eu estava errada.

Recebi uma mensagem de texto do meu ex-namorado me convidando pra festa de noivado dele com a minha ex-melhor amiga. Não precisarei descrever a raiva que tomou conta de mim. Mas maior foi a surpresa de ver que simplesmente três garras de metal, que por algum motivo não explicável eu sabia que se chamava adamantium, rasgavam a pele entre os ossos dos meus dedos sem fazer barulho ou causar dor. Fiquei admirando aquelas "garras" durante alguns minutos, até ouvir um murro na minha porta quase quebrando-a no meio...
Acordei na fila do hospital com um baque ensurdecedor de uma senhora com seus 50 anos caindo no chão, com a minha perna ainda quebrada e meus quadrinhos do X-Men para me fazer companhia.
Pulp Girl (f)
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